Categoria: Música

A História da Produção do Filme Hércules – Parte 2

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A música é um ponto fundamental nos filmes Disney, e o genial compositor Alan Menken, vencedor de vários Oscars, e o premiado letrista David Zippel deram a Hércules uma trilha sonora de arrebentar.  

Alan Menken: Eu estou em cada música e cada uma tem sua própria personalidade. No caso de Hércules, é uma combinação de Gospel e R&B mesclado com este tema heroico clássico. E isto faz realmente o espírito de Hércules.

Desde o início decidiu-se que as musas Gospel teriam um papel importante na narração desta história extraordinária.

John Musker e Ron Clements (diretores, produtores e roteiristas): De certa forma, o Gospel se encaixa bem neste filme porque é grandioso e fala de esperança e de sonhos.

Susan Egan: Elas combinam perfeitamente na harmonia e atingem notas que chegam à estratosfera!

Lillias White (voz de Callíope): Usamos as musas para conduzir a história suavemente. As músicas são R&B, Gospel e Rock.

Making of de “Zero to Hero” lançado pela Disney em 2016, nas comemorações de 19 anos de Hércules. Mais informações em: moviepilot.com

“Atlas, Rise!”, do Metallica

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Fan-art baseada na música Atlas, Rise! Fonte: Pinterest.com

Na segunda faixa de Hardwired… to Self-Destruct (2016), décimo álbum de estúdio do Metallica, a banda norte-americana recorreu à mitologia, território muito explorado pelo heavy metal. A música “Atlas, Rise!” faz referência à mitologia grega, seguindo uma tradição do metal que remonta à épica “Achilles Last Stand” (1976), do Led Zepellin. Sem contar as inúmeras referências à mitologia nórdica e às criações literárias de J.R.R. Tolkien, presentes no trabalho de bandas como Iron Maiden, Manowar e Tuatha de Danann, não é novidade que as histórias gregas de heróis e grandes batalhas tenham sempre alimentado o gosto do metal pelo gênero épico.

Mas “Atlas, Rise!” traz um diferencial. A banda optou por fazer um som que não girasse em torno de um personagem heroico, como Aquiles ou Odisseu. Ao invés disso, escolheu a imagem familiar de Atlas carregando o mundo sobre os ombros. Marcada por um acorde mais trágico, a música toca em um detalhe importante: o fardo de Atlas é, na verdade, um castigo. Isso fica evidente nos seguintes versos:

Bitterness and burden
Curses rest on thee
Solitaire and sorrow
All eternity

Amargura e fardo
Maldições repousam sobre ti
Solidão e sofrimento
Por toda a eternidade

How does it feel on your own?
Bound by the world all alone
Crushed under heavy skies
Atlas, rise!

Como te sentes por conta própria?
Ligado ao mundo, sozinho
Esmagado sob céus pesados
Atlas, levanta-te!

Na mitologia, Atlas pertence à geração arcaica, a dos seres monstruosos, que antecede a geração dos deuses olímpicos. É filho de Jápeto e da oceânide Clímene (ou de Ásia), e irmão de Menécio, Prometeu e Epimeteu. Em outra versão da lenda, Atlas é filho de Urano e, portanto, irmão de Cronos. Ele participou da luta entre os deuses e os gigantes, e recebeu de Zeus a punição de carregar em seus ombros, por toda a eternidade, a abóbada celeste — não apenas o mundo, como a música deixa claro. Não passou despercebido que o seu sofrimento será eterno, cheio de rancores que esmagam suas costas.